Cidade digital e cidade inteligente são a mesma coisa?

Cidade digital e cidade inteligente são conceitos relacionados, mas possuem amplitudes diferentes. Entenda como transformação digital, sustentabilidade e qualidade de vida entram nessa discussão.

Cidade digital e cidade inteligente são conceitos próximos, mas cidade inteligente possui uma abordagem mais ampla, porque relaciona transformação digital a desenvolvimento urbano, inclusão, governança, sustentabilidade, resiliência e qualidade de vida.

A diferença ajuda a evitar uma visão limitada em que uma cidade se torna inteligente apenas porque adotou novas tecnologias.

O que caracteriza uma cidade digital?

Cidade digital costuma ser uma expressão utilizada para descrever uma administração em que serviços, processos, informações e canais começam a operar em meio eletrônico.

Solicitações online, documentos digitais, processos sem circulação física, atendimento por canais oficiais e uso de dados fazem parte desse ambiente.

O foco está na transformação das rotinas e na forma como a tecnologia aproxima a administração da população.

E o que é uma cidade inteligente?

A definição brasileira estabelecida na Carta Brasileira para Cidades Inteligentes incorpora tecnologia, mas também considera desenvolvimento urbano sustentável, inclusão, planejamento, governança colaborativa, redução de desigualdades, uso seguro dos dados e melhoria da qualidade de vida.

Uma tecnologia só ganha sentido quando ajuda a solucionar um problema concreto.

Um novo canal de atendimento pode ser útil se facilitar o acesso. Um indicador pode gerar valor quando orienta uma decisão. Um processo eletrônico melhora o serviço quando reduz etapas e aumenta a capacidade de acompanhamento.

É possível ser digital sem ser inteligente?

Sim.

Uma cidade pode digitalizar vários procedimentos e ainda manter fluxos confusos, informações duplicadas e serviços difíceis de utilizar.

Nesse caso, houve avanço tecnológico, mas ainda existe espaço para melhorar a forma como a tecnologia se conecta ao planejamento e às necessidades das pessoas.

A transformação digital precisa considerar o problema que se pretende resolver.

Por onde começar?

Antes de buscar uma tecnologia nova, vale identificar as dificuldades existentes.

Um serviço com muitas filas, um processo que demora por causa da circulação física, um documento difícil de localizar ou uma informação que precisa ser digitada várias vezes podem indicar oportunidades de revisão.

O Assessor Digital trabalha exatamente nesse espaço, reunindo Processos Digitais, GED, Gestão de Backups, indicadores e canais de atendimento para apoiar diferentes pontos da transformação.

Uma cidade mais inteligente começa a surgir quando a tecnologia deixa de funcionar como um elemento isolado e passa a participar da solução dos problemas reais da administração e da população.

Leia também: Cidade digital: o que é e como transformar os serviços públicos.

Fonte oficial

Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, Ministério das Cidades.