IEGM: o que é, como funciona e quais são os 7 indicadores

O IEGM reúne sete dimensões da administração das cidades e ajuda a acompanhar políticas públicas, processos e resultados. Entenda como o índice funciona e como interpretar suas informações.

O IEGM, Índice de Efetividade da Gestão Municipal, reúne informações sobre áreas estratégicas da administração das cidades e permite acompanhar como políticas, processos e serviços públicos estão sendo conduzidos.

Criado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e posteriormente disponibilizado aos demais Tribunais de Contas pelo Instituto Rui Barbosa, o índice passou a integrar a Rede Nacional de Indicadores Públicos, Rede Indicon.

A metodologia nacional atual trabalha com sete dimensões: Educação, Saúde, Planejamento, Gestão Fiscal, Meio Ambiente, Proteção das Cidades e Governança de Tecnologia da Informação.

O modelo possui uma base nacional, mas calendários, plataformas de preenchimento e orientações complementares podem variar conforme o Tribunal de Contas responsável por cada estado.

Para que serve o IEGM?

O índice foi criado para reunir informações que possam apoiar o controle externo, o aperfeiçoamento das ações governamentais, estudos sobre políticas públicas e o acesso da sociedade a dados sobre a administração local.

Isso faz com que seu uso vá além de descobrir se uma cidade recebeu A, B, C+ ou outra classificação.

Os resultados permitem observar onde existem avanços, quais áreas apresentam maior dificuldade e quais temas precisam ser acompanhados com mais atenção.

Uma cidade pode apresentar bom desempenho fiscal e encontrar fragilidades em planejamento. Outra pode avançar em saúde, enquanto tecnologia permanece com indicadores baixos.

Quando se olha apenas para a nota geral, essas diferenças ficam escondidas.

Quais são os 7 indicadores do IEGM?

i-Educ

O indicador de Educação acompanha aspectos da política educacional e da estrutura utilizada para oferecer o serviço público.

A análise permite observar informações que vão além do volume de recursos aplicado, aproximando orçamento, planejamento e entrega.

i-Saúde

O i-Saúde reúne quesitos ligados à organização e ao atendimento da saúde pública.

Os dados ajudam a observar como a área está estruturada e quais aspectos precisam de maior acompanhamento.

i-Planejamento

O i-Planejamento analisa como a cidade organiza seus objetivos, metas e instrumentos de planejamento e como essas informações se relacionam à execução.

Uma meta registrada em um documento, por exemplo, ganha outra relevância quando existe indicador, responsável e histórico capaz de mostrar o que aconteceu durante o exercício.

i-Fiscal

O i-Fiscal acompanha a gestão financeira e orçamentária, considerando aspectos da responsabilidade fiscal e da administração dos recursos.

É uma dimensão fortemente relacionada às informações produzidas pela contabilidade, orçamento e controle.

i-Amb

O i-Amb trata de temas ambientais, incluindo políticas, estrutura e ações relacionadas às responsabilidades da cidade nessa área.

i-Cidade

O i-Cidade observa a capacidade de prevenção e organização diante de riscos e desastres, aproximando o índice de temas ligados à Defesa Civil e à proteção da população.

i-GovTI

O i-GovTI acompanha a governança de tecnologia da informação.

Planejamento de TI, serviços digitais, segurança da informação e organização tecnológica aparecem entre os assuntos relacionados a essa dimensão.

Leia também: i-Gov TI: o que o IEGM avalia na tecnologia da sua cidade.

O IEGM é igual em todos os estados?

A metodologia nacional do IEGM Brasil mantém as sete dimensões, mas existem particularidades na aplicação pelos Tribunais de Contas.

Isso significa que a cidade precisa conhecer a referência nacional e acompanhar também o manual, o calendário e as orientações divulgadas pelo Tribunal responsável por sua jurisdição.

Essa diferença merece atenção principalmente na época do preenchimento.

A existência de uma metodologia nacional não significa que todos os estados utilizem exatamente o mesmo fluxo operacional.

O IEGM é só um questionário?

O questionário é uma fonte importante de informações, mas o índice possui uma finalidade mais ampla.

O Manual Nacional lançado pelo Instituto Rui Barbosa estabelece metodologia, critérios de pontuação, procedimentos de coleta, mecanismos de validação e parâmetros técnicos utilizados no cálculo.

As respostas, portanto, precisam representar aquilo que realmente existiu no período avaliado.

Se determinada pergunta trata da existência de um processo, política ou controle, a equipe precisa saber de onde veio aquela informação e o que pode demonstrá-la.

Quem deveria acompanhar o índice?

Como as sete dimensões atravessam áreas diferentes, concentrar tudo em uma única pessoa tende a dificultar o processo.

Educação conhece seus dados, Saúde possui sua própria rotina, Finanças acompanha questões fiscais, Tecnologia responde pelos temas de i-GovTI.

Faz mais sentido existir uma coordenação do processo, enquanto os responsáveis de cada área acompanham as informações que dominam.

Essa distribuição também evita que o histórico dependa apenas da memória de quem respondeu no exercício anterior.

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Por que acompanhar o IEGM durante o ano?

Quando o resultado anterior é aberto por dimensão, aparecem pontos que podem servir como referência para o próximo exercício.

Uma resposta negativa pode indicar ausência de processo, uma ação ainda incompleta ou dificuldade para localizar informações.

Se isso for percebido somente quando o novo questionário abrir, parte do período que será avaliado já passou.

Imagine, por outro lado, uma cidade que mantém os quesitos organizados, distribui responsáveis, relaciona evidências e acompanha quais pontos continuam pendentes.

Esse é o modelo trabalhado pela solução IEGM do Grupo Assessor, que reúne gestão por áreas, evidências, análise de desempenho, relatórios, planejamento e preparação para fiscalizações.

Nesse formato, o índice deixa de aparecer somente no momento do envio e passa a servir como uma referência de acompanhamento.

O que fazer depois que a nota sai?

Primeiro, abra o resultado por dimensão.

Depois, identifique quais temas explicam o desempenho de cada área e verifique se os mesmos pontos vêm aparecendo em exercícios anteriores.

A leitura histórica ajuda a diferenciar uma dificuldade pontual de um problema que permanece sem solução.

É aí que o IEGM ganha uma função mais útil para a gestão, a nota indica onde olhar, enquanto os quesitos ajudam a descobrir o que merece acompanhamento.

Leia também: Qual é uma boa nota no IEGM? Entenda A, B+, B, C+ e C.